Em 1805, na sequência de uma grave e prolongada doença, faleceu Bocage. Em redor da sua personalidade e da sua obra sedimentou-se um mito. Duzentos anos mais tarde, a Câmara municipal de Setúbal e o Centro de Estudos Bocageanos evocaram, de forma abrangente, o poeta. Em Setúbal, tiveram lugar as seguintes conferências:
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António Graça de Abreu – “A China que Bocage conheceu”
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Ernesto Rodrigues – “O Elmanismo”
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António Ventura – “Bocage, José Agostinho de Macedo: encontros e desencontros”
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Ana Vicente – “A Mulher portuguesa do século XVIII vista por estrangeiros”
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Vanda Anastácio – “Homens no Café, Senhoras no Salão. Difusão e Circulação de Poesia na Época de Bocage”
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Gilda Santos – “O Carácter Dramático da Poesia de Bocage”
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Ruy Vieira Nery – “A Música de Salão na Época de Bocage”
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José de Matos-Cruz – “Bocage, o Cinema e Leitão de Barros”
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José Jorge Letria – “Como vejo Bocage”
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Rogério Fernandes – “O Ensino na época de Bocage”
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António Borges Coelho – “A Inquisição na Época de Bocage”
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António Coimbra Martins – “Bocage e a Revolução Francesa”
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José Alves – “A Opinião Pública em Portugal no final do Século XVIII”
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Florence Nys – “As obras Francesas Traduzidas por Bocage”
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Artur Anselmo – “A Fortuna Editorial de Bocage”
Ao longo do ano, houve ainda palestras, lançamentos de livros, saraus poéticos, concertos de música popular e de música clássica, a edição de uma medalha, bem como a reconstituição da cerimónia da inauguração da estátua de Bocage, que teve lugar em 1871. Por sua vez, o TAS – Teatro de Animação de Setúbal – levou à cena uma peça evocativa da biografia do escritor. Tiveram ainda lugar duas exposições – “Bocage, Poeta da Liberdade” e “Bocage e José Afonso – Perseguindo a Utopia” – e várias palestras nas escolas, tendo como objectivo a divulgação da obra e da vida do poeta. |